
"Quanta saudade dos meus tempos de criança, quanta saudade de ser pequeno, de não ter responsabilidades, de ser puro, de ainda não conhecer certos sentimentos que só viriam com o tempo; saudade essa que é pura, como um dia já fui, e hoje sou um produto do que vivi, algumas cicatrizes certamente, oriundas de espinhos.
Naquele tempo eu não pensava em pedir demissão de certos valores que tenho hoje, muitos dos quais nem sou, que aplicaram a mim. Só quem me conhece mesmo deve abrir a boca e apontar o meu erro, o meu pecado, os meus titubeios. Não me julgues, não me julgues meu amigo, eu tenho tanta bondade em meu coração, tanta esperança, talvez nem tanta razão, mas é tudo parte de um jogo imposto, um jogo oportuno, que envolve malícia e emoção.
Saltar, correr, pular ficou no ontem, hoje a gente brinca de ser grande, e olha, não tem como pedir demissão, e hoje o chorar não é porque foi impedido de comer bombom ou jogar bola na chuva, mas é ocasionado pela dor, ou simplesmente saudade de um tempo que não volta mais." - Gustavo Fernandes Teixeira